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Espírito de Jezabel na vida de ministros e ministérios

fevereiro 22, 2008

Agora quero te levar um pouco à frente na história e veremos um outro Elias. Nome diferente, cidade diferente, mesma nação, mesma unção. Profeta também. Seu nome é João Batista. Filho de um sacerdote, profetizado por um anjo com uma missão definida: seria aquele que iria adiante do Messias e lhe abriria os caminhos e só isso.
No começo ia tudo bem na vida de João Batista. Cresceu em estatura, em graça e em unção. No momento certo, assim como Elias ele se manifestou e veio confrontando quem? A situação Política, Social e Econômica assim como Elias havia feito em sua época e que sabemos, são esferas de atuação de Jezabel.
Se você observar os sermões de João Batista você vai ver essas três áreas bem claras:

Então as multidões o interrogavam dizendo: Que haveremos, pois, de fazer?
Respondeu-lhes: Quem tiver duas túnicas, reparta com quem não tem; e quem tiver comida faça o mesmo.
Foram também publicanos para serem batizados e perguntavam-lhe: Mestre, que haveremos de fazer?
Respondeu-lhes: Não cobreis mais do que é estipulado.
Também soldados lhe perguntavam: E nós, que faremos? E ele lhes disse: A ninguém maltrateis, não deis falsa denûncia, e contentai-vos com  vosso soldo.
Lucas 3:10-14
Ele falava sobre a forma de se fazer os negócios (economia), de se cobrar impostos (política) e de agir com as pessoas necessitadas e com a classe trabalhadora (sócio-cultural).
Agora, vejamos o que foi dito sobre João Batista:

E converterá muitos dos filhos de Israel ao SENHOR seu Deus,
E irá adiante dele no espírito e virtude de Elias, para converter os corações dos pais aos filhos, e os rebeldes à prudência dos justos, com o fim de preparar ao Senhor um povo bem disposto.
Lucas 1:16-17

Ele seria um homem chave com uma missão clara: seria o precursor do Senhor Jesus. João desde cedo deve ter ouvido de seu pai sobre o anjo que predisse seu nascimento, de seu chamado, o que e como deveria fazer. Ele estava tão consciente de seu objetivo que não teve duvidas e começou seu ministério da forma correta.
Ensinou, corrigiu, batizou. Tudo ia bem. Viu com seus próprios olhos o surgimento da maior promessa de Deus à humanidade, o Filho do Deus vivo, Jesus Cristo. Batizou-o e daquele momento em diante seu ministério havia terminado. João deveria ser um dos discípulos e não deveria ter continuado seu ministério paralelo. Mas o que vemos nos próximos capítulos revela a atuação de Jezabel em um profeta, ministro, líder… João não se deu conta que seu ministério era com o Senhor e começou a buscar discípulos para si mesmo. A bíblia diz que Jesus pregava nas cidades e nas sinagogas e João ainda pregava e batizava no deserto. Diz que as multidões seguiam a Jesus enquanto apenas alguns poucos seguiam a João.
Ele deve ter tentado tudo: de campanhas de marketing a folhetos com promessas (se estivesse em nossos dias teria mandado até carros de som ou feito campanhas de prosperidade). Então decidiu atacar alguém e expor erros de outras pessoas, algo que conhecemos bem em nossos dias, ou será que você nunca viu uma igreja atacando a outra e um pastor falando mal do outro?
João confronta Herodes diante do povo e neste instante, perde sua liberdade e em pouco tempo vai perder sua vida.
Herodes era o rei que estava vivendo em adultério com a mulher de seu irmão. Herodias era uma mulher manipuladora, inescrupulosa, adoradora dos ídolos e deuses romanos e criada numa cultura onde a sensualidade é uma das formas de poder. Sua filha segue-lhe os passos e no palácio encanta Herodes com uma dança a ponto dele lhe prometer o que quiser. O que ela pede? O que a mãe quer: a cabeça de João Batista.
Bom, João Batista tipificava Elias em seu chamado para o tempo que viveu. Elias no seu tempo confrontou Jezabel e também teve sua vida ameaçada a ponto de querer morrer e desistir. Fugiu para se proteger. Enfiou-se em uma caverna como os outros profetas de seu tempo.
Hoje eu vejo a atuação de Jezabel causando divisões de ministérios. Pastores que começam ajudando e depois estão dividindo, causando escândalos, criticando outros para ganhar membros e coisas do tipo.
Começar bem não significa grande coisa. Penso que terminar bem é um grande resultado. Um ex-professor dizia nas suas aulas que não se deveria medir o ministério de um homem pela forma como começa, e sim como termina. Um sábio conselho que nunca mais me esqueci.
João representa bem muitos pastores que vemos hoje e muitas igrejas que vemos hoje. No começo movem-se em direção ao chamado, depois querem ir paralelos ao mover e depois simplesmente se perdem pelo caminho e muitos perdem mais que seu chamado. Perdem família e a vida!
Mas por que falar de Elias e por que falar de João Batista se o assunto aqui é Jezabel?
Elias enfrentou a própria, João enfrentou seu modo de agir, e a igreja deste tempo, que é tipificada profeticamente como uma igreja que vai agir no espírito de Elias tem muito a aprender com os Elias anteriores tanto em seus acertos como em seus erros.
Quando os discípulos perguntam para Jesus por que os fariseus diziam que Elias viria primeiro Jesus lhes responde em dois tempos: Já veio e virá. Passado (representando Elias) e futuro representando a igreja. E diz: Eu porém lhes digo: Elias já veio e fizeram dele o que queriam (aqui ele falava de João Batista – tempo presente).

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